Alemanha, a muralha da ciberdefesa global

gettyimages-491966818Com novas leis e parceria do governo com hackers, a Alemanha quer se tornar um modelo de defesa digital

Autor: Paula Soprana

25.09.2017

Era fim de tarde de uma quinta-feira quando o Bundestag, o Parlamento alemão, foi desconectado da rede. Congressistas não conseguiram acessar o sistema nem seus e-mails de trabalho naquela noite de 15 de maio de 2015. O governo tinha detectado uma invasão digital, em andamento havia semanas, e o desligamento dos sistemas era parte da reação. O Ministério da Defesa entrou em ação a fim de conter a ameaça. O sistema do Bundestag voltou a funcionar três dias depois. Ao longo dos meses seguintes, proliferaram diferentes versões sobre o dano causado e o conteúdo acessado. Houve pouca dúvida entre os investigadores alemães, porém, de que os atacantes tinham ligação com a Rússia. Desde então, o ambiente ficou ainda mais hostil para as eleições, as democracias e o debate público. Com a eleições legislativas de domingo, dia 24, os alemães se prepararam para novos ataques. A favorita, atual primeira-ministra, Angela Merkel, diverge abertamente do presidente autoritário da Rússia, Vladimir Putin.

Especialistas em segurança identificam entre as grandes ameaças dois grupos principais – Fancy Bear (Urso Chique) e Cozy Bear (Urso Fofo), também conhecidos como APT28 e APT29. O primeiro oferece perigo inversamente proporcional à tosquice de seu site, com animações infantis de ursos militantes.

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